“A ideia agora é resgatar todas as fontes que me conectam com minha essência”

Vivian Cardoso dos Santos, 35 anos, do Rio de Janeiro, é formada em Jornalismo e Design Gráfico, com pós-graduação em Marketing Digital, começou a carreira como repórter, passou pelo designer e há mais de 10 anos trabalha com marketing. Da redação de revistas, passou por programas de televisão, editoras e foi parar no varejo. A múltipla trajetória se dá por estradas diferentes que se cruzaram em um único ponto: onde a curiosidade e a coragem de fazer o que a faz feliz, se encontram. “Entrei cedo na faculdade e comecei a trabalhar com 17 anos. Passei por todas as áreas da comunicação (rádio, jornal e tv) durante minha carreira de jornalista, como designer trabalhei em editoras, até entrar para o varejo onde permaneci até hoje”, conta.

A carioca foi repórter da editoria de polícia, produtora de programas de esportes radicais, além de diagramadora de revistas e catálogos de produtos, antes de se aventurar no marketing. Isso mostra a sua versatilidade e capacidade de adaptação. “Quando fui trabalhar no varejo como designer, tentei trazer beleza para dezenas de páginas abarrotadas de imagens de produtos, preços, parcelas, diferenciais… Naqueles catálogos com centenas de produtos, gostava de entender em detalhe cada um para poder apresentar de fato o que seria relevante para o consumidor”, lembra.

O desafio envolveu muita dedicação e o reconhecimento foi chegando aos poucos com o comando de cargos estratégicos. “A paixão por produto, tendências, pesquisa e soluções inovadoras era algo que me acompanhava naturalmente, até que fui convidada a desenvolver uma nova área na empresa em que trabalhava”.

Aos 24 anos, Vivian se tornava gerente em uma empresa de grande porte do varejo, responsável por uma equipe de 25 pessoas. Para ela, ser líder nunca foi um problema, mas no momento em que houve percepção sobre seus diferenciais, ela passou a olhar o ofício por outro ângulo. “Analisei meus melhores momentos e percebi que o que me motiva e instiga são, normalmente, situações em que me encontro no papel de especialista, usando minhas habilidades”, revela.

As sessões de coach ajudaram a reconhecer talentos não percebidos e a necessidade de suprir uma curiosidade em assuntos diversos que a acompanhavam o tempo todo. “Somente durante o coach, quando eu passei a entender melhor sobre mim, em sobre como eu de fato era lembrada pelas pessoas, eu passei a me enxergar novamente como especialista, curadora, algo que eu fui me afastando com o tempo. Junto disso, o coach me ajudou a enxergar novos formatos de trabalho, onde eu poderia desenvolver o que me proponho de uma forma diferente e mais alinhada com o que eu acredito”, diz.

Vivian está se desligando da empresa, em busca de se reconectar com sua essência. “Ainda não sei com o que exatamente vou trabalhar, são tantas frentes! O olhar curioso me faz querer mergulhar em universos novos e isto vem antes de saber exatamente com o que e em que formato vou trabalhar. A ideia agora é resgatar todas as fontes que me conectam com a minha essência e para que eu possa reconstruir e me reorganizar num formato diferente”.

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