Fotografia de uma jovem mulher de negócios segurando pastas com fundo de prédios

CSW63: Mulheres no Mercado de Trabalho

Esse post faz parte da série de conteúdos da CSW63, da ONU, que a Luiza Kormann, compartilhou com a gente! Nesse post, a Lu fala sobre o panorama geral das Mulheres no Mercado de Trabalho e fala sobre a importância das referências e modelos para incentivar as minas!

Ei pessoal! Depois de compartilhar um montão de coisas bacanas com vocês sobre minha experiência e aprendizados na CSW, quero fechar essa série de conteúdo dando um giro sobre qual é a situação da mulherada nos cargos de liderança por aí. Assim, pergunto: quantas mulheres são CEO? Quantas estão na Fortune 500? Então vamos ver os números para entender o momento atual e qual o tamanho do percurso a ser trilhado para alcançar a equidade!

Para saber mais sobre tudo o que rolou nos painéis da CSW63, clique aqui!

Fortune 500

A Fortune é uma organização midiática, fundada em 1929 em Nova York, no pós Grande Depressão. A ideia de Henry Robinson Luce, fundador da Fortune (assim como da Time), então, era estimular o trabalhador e o empresário americano, com uma revista com conteúdo sobre o mundo corporativo com muitos dados, imagens e leitura dinâmica.

Hoje em dia a Fortune é um grupo midiático de grande influência no mundo corporativo, entre outras coisas, pela famosíssima Fortune 500, listagem das maiores empresas norte-americanas preparada anualmente há 65 anos.

Em 2019, tivemos um motivo para celebração: 33 das empresas listadas em maior lucratividade contam com mulheres no cargo de CEO. Assim, esse é um recorde histórico de mulheres na Fortune 500. Apesar disso, a celebração é só para estimular mais e mais a luta, viu? O número ainda apresenta uma grande desproporcionalidade quando aplicado ao total do grupo: elas são 6,6% do total. Vamos manter esse crescimento, né não?

Gráfico do número de CEOs mulheres da Fortune 500 no perído de 1998 até 2019. Em 2019, o número atinge 33 mulheres nesse cargo de liderança.

E no Brasil, Lu?

É, pooois é! Por aqui as coisas estão caminhando também! No ano passado, o IBGE lançou os dados de um estudo na área, o “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”. Segundo a pesquisa, as mulheres trabalham, em média, três horas a mais por semana do que os homens – considerando trabalho remunerado, atividades domésticas e o cuidado de pessoas.

Mesmo assim, e ainda contando com um nível educacional mais alto (a taxa de frequência escolar e ensino superior completo é maior entre elas), elas ganham 76,5%, em média, do rendimento dos homens – diferença que tem caído ao longo dos anos, mas que ainda existe de maneira marcante.

Mas… por quê a diferença?

Dessa forma, o que especialistas tem entendido como justificativa para a diferença salarial média entre homens e mulheres no Brasil é a pouca presença feminina em cargos de alto escalão no país – o que influi na média salarial delas. Assim, existe uma grande proporção de mulheres que trabalham em período parcial (30 horas/dia) o que é somado ao maior número de horas disposta por elas com os cuidados com casa e familiares.

De acordo com a Grant Thornton, empresa de consultoria empresarial, o Brasil está à frente da média global de mulheres em cargos de CEOs e diretoras executivas. Assim, no ano de 2017, a pesquisa constatou um aumento de 5%, comparado ao ano anterior, e atingiu os 16%, superando a média global de 12%.

E pra situação toda melhorar?

Olha, tem uma coisa que eu, particularmente, acredito muito: o poder dos modelos. E o mais bacana é que essa minha crença foi super reforçada na CSW.

Eu vou falar aqui um pouquinho sobre as mulheres que me inspiram e deixo também a lista das poderosas da Fortune 500 e deixo o convite: quais dessas mulheres te inspiram? E quais mulheres da sua vida são suas musas?

Esse é um exercício super bacana para fazer, pois acaba sendo uma jornada de autoconhecimento. Assim, ao entender por que aquela pessoa te inspira, você vai percebendo valores seus bem importantes!

E é assim que vamos nos tornar musas inspiradoras para as meninas no futuro, né?

As minhas musas inspiradoras:

  1. Sofia Esteves: adoro a naturalidade da Sofia, me sinto muito inspirada pelos valores dela, que estão muito alinhados com os meus! Uma super inspiração minha para determinação e empatia;
  2. Mami Poderosa: pensa em um mulherão. É minha mamãe. Ultra organizada, a que faz os melhores planos de viagens, encontra as melhores pechinchas e é a praticidade em pessoa;
  3. Malala Yousafzai: me lembra que o poder da educação não tem limites;
  4. Maira Habimorad: minha inspiração para modelo de liderança. Ela é poderosíssimaaaaa.
Lista de CEOs mulheres, respectivas empresas e data de início no cargo
Pessoas assistindo palestra com lousa ao fundo com os dizeres "Startup Day"

14 Vantagens de Trabalhar em uma Startup

Se você está envolvido no mundo da tecnologia, busca por crescimento e desenvolvimento em curto prazo, trabalhar em uma startup é para você.

Startups são empresas jovens que buscam desenvolver e escalar rapidamente seu produto ou serviço com o uso da tecnologia.

Às vezes, um notebook, uma boa estratégia e um pequeno suporte financeiro já são suficientes para tirar uma startup do papel. Acrescente trabalho duro e um pouco de sorte, e os primeiros clientes e um escritório serão as próximas conquistas.

Se você quer se aventurar nesse mundo e conhecer algumas das vantagens de trabalhar em uma startup, este artigo é para você 🙂

Como é trabalhar em uma startup?

Startups oferecem rotinas de trabalho que não são comparáveis ​​ao mundo corporativo, e isso faz parte do seu charme. Entretanto, trabalhar em uma startup está longe de ser um conto de fadas.

Muitas delas não estão transbordando dinheiro, pois ainda estão dando os seus primeiros passos. Além disso, sua estrutura, às vezes é um pouco instável.

Abaixo, você encontrará as vantagens que provavelmente incentivarão você a decidir se deseja trabalhar em uma startup.

14 vantagens de trabalhar em uma startup

1. Tudo ainda resta a ser feito

Esta é a maior vantagem de todas. Uma coisa boa sobre startups é que tudo ainda precisa ser feito.

Seu produto é tão novo que qualquer ideia ou toque que você sugerir pode contribuir para um maior crescimento.

Você nunca imaginaria trabalhar com tanta liberdade e ter a sensação de estar criando algo do zero.

2. Ambiente divertido

Por ser um time pequeno, é possível você ser próximo de todos, o que facilita a comunicação e relacionamentos mais fortes.

Além disso, como o trabalho é puxado, sempre há algumas regalias para equilibrar: cervejas, videogames, pizzas, pebolim, churrascos e outras diversões para desestressar.

3. Sentimento de pertencimento

Imagine como é complicado se destacar em grandes multinacionais com tantos profissionais e hierarquias… É difícil.

Em empresas muito grandes, é quase impossível conhecer toda a equipe. Isso pode dar a sensação de ser apenas mais um número entre todos.

Já as startups possuem equipes pequenas e coesas. Todo mundo conhece todo mundo e você tem total acesso ao CEO – que é colocado em um pedestal inacessível em outras empresas.

4. Crescimento veloz e furioso

Esta é uma das principais razões para trabalhar em uma startup: esqueça as promoções a cada cinco anos e posições inacessíveis.

Startups, quando crescem com sucesso, oferecem oportunidades para crescer muito rapidamente.

Seu modelo de trabalho permite que as pessoas ganhem experiência em menos tempo. Por isso, faz com que elas se movam rapidamente dentro da organização.

5. Amadurecimento também no estilo veloz e furioso

Trabalhar com autonomia lhe dará um senso de responsabilidade que talvez você levaria anos para adquirir em uma empresa comum.

Numa rotina de tentativa-erro, o aprendizado é muito mais eficaz e não é baseado em uma política cheia de regras de grandes corporações.

Os desafios de trabalhar em uma startup o ajudarão a identificar os seus pontos fortes e fracos. Assim, você poderá ajustá-los, potencializando sua carreira.


6. Contato com o mercado

O fato de o grupo de trabalho de uma empresa iniciante ser tão pequeno, significa que eles devem estar em contato direto com o próprio cliente.

E, como você sabe, quanto mais pessoal for o relacionamento, mais você aprenderá sobre as necessidades do cliente e do mercado. Como resultado, a prioridade será otimizar os produtos e serviços. Dessa forma, será possível garantir a satisfação do cliente.

7. Eventos, festas e happy hours

O que não faltam são eventos voltados à startups.

Esses eventos favorecem consideravelmente o aumento do seu networking. Assim, será possível criar parcerias fortes que resultam em trabalhos incríveis feitos por várias mãos.

Festas também são comuns. Happy hours, nem se fala!

Falando assim, parece que tudo é diversão, mas não é. Até mesmo a diversão tem pitadas de trabalho por trás, sempre visando uma nova parceria ou cliente.

8. Casual sempre

Trabalhar em uma startup oferece vantagens como trabalhar de regata, bermuda e chinelo. Assim, dificilmente você precisará de uma roupa mais “requintada” – a não ser em eventos, encontros com clientes ou premiações.

Essa informalidade permite trabalhar com mais conforto e sem se preocupar tanto com grandes esquemas de moda para harmonizar a cor X com a peça Y.

9. Fazendo mais com menos

O budget quase sempre é apertado em uma startup. Por isso, o objetivo é sempre fazer mais com menos.

Não há frescuras ou extravagâncias. Tudo é simples – o que não deixa de ser arrojado em algumas horas.

Você começará a ter essa mentalidade na sua própria vida pessoal, encontrando formas de realizar seus sonhos sem depender de muito money.

10. Flexibilidade e liberdade

Como o time é pequeno, geralmente cada profissional tem autonomia para definir metas, horários de trabalho, fazer home office, dentre outras coisas.

A liberdade é uma palavra comum e muito usada por quem trabalha em startups. Mas veja bem: toda liberdade requer responsabilidade.

11. Facilidade em desenvolver o líder que há em você

A autonomia é a chave para trabalhar em uma startup. Assim, ser muito dependente dos outros não o levará a resultados. Pelo contrário, o trabalho ficará estagnado, pois entende-se que você é o dono da tarefa.

Isso ajuda a desenvolver um espírito de liderança, pois você terá de tomar decisões (às vezes um tanto difíceis), resolver problemas, ter uma mente mais analítica e vestir a camisa. Para isso, precisa se portar, quase sempre, como o dono do negócio.

12. Empatia e colaboração

No mundo das startups, as pessoas se ajudam e compartilham conhecimento umas com as outras – mesmo entre startups.

Existem diversos encontros criados justamente para ter essa troca de experiências. Além disso, existe a possibilidade de você fazer um simples telefonema e conversar com outros profissionais de outras empresas, a fim de entender melhor como solucionaram problemas aos quais você está enfrentando.

13. Seu diploma não importa

Em startups, a sua formação e diploma não tem tanto peso. A sua garra, persistência, sede de conhecimento e vontade de colocar a mão na massa é que são fundamentais para você trabalhar em uma startup.

Nas startups, é comum que os profissionais não tenham formação acadêmica ou trabalhem com funções diferentes de suas formações.

O que importa mesmo é a sua vontade de aprender e fazer acontecer.

14. Recompensa com ações

Quando você já está na empresa há algum tempo, ou se você entra na startup em uma função de liderança, os donos do negócio podem te tornar um parceiro.

É claro que isso depende da startup da qual você faz parte e de como ela evoluiu desde que você ingressou. No entanto, há uma chance realista de você ser recompensado com ações da empresa.

Obviamente, isso tem prós e contras. Mas você parou para pensar no que aconteceria se a startup em que você trabalha se transformasse no próximo Instagram ou WhatsApp?


Trabalhar em uma startup pode ser um boa entrada para o mercado de trabalho – ou pode ser um trampolim para quem quer crescimento a curto prazo.

No entanto, o profissional precisa ter um perfil mais despojado, resiliente e autônomo para viver os altos e baixos comuns de toda e qualquer startup.

De um modo geral, trabalhar em uma startup pode ser extremamente gratificante. Além disso, é uma experiência essencial em um mundo no qual o digital predomina.

Conheça os bastidores por quem já vive nesse universo! Veja aqui os mitos e as verdades sobre trabalhar em uma startup.

Tenha em mente que a startup, apesar do ambiente despojado e suas informalidades, não deixa de ser uma empresa. E como em toda empresa, existem problemas, dores e limitações.

Não há empresas perfeitas, mas há empresas que permitem que você construa o ideal – de ambiente, clima e produto. Nesse ponto, as startups saem na frente do mundo corporativo.


Aqui no bettha você encontra várias vagas para diversas startups. Faça o seu cadastro agora mesmo, é grátis 😉

Escadas rolantes em túnel com teto iluminado

Profissões do Futuro: Conheça 5 profissões revolucionárias

Você está preparado para o futuro? Até 2030, perderemos mais de 800 milhões de empregos para os robôs – mas não criemos pânico! A tecnologia e a automatização serão responsáveis pela criação de conhecimento e inovação – e, consequentemente, das profissões do futuro.

A automatização através de robôs e máquinas darão ao ser humano a capacidade de explorar e criar soluções “fora da caixinha”. Dessa forma, poderemos sanar problemas complexos.

Conheça algumas profissões do futuro que podem parecer um tanto estranhas, mas que serão essenciais no amanhã.

1. Engenheiro de Lixo

Esta pode ser uma das profissões futuras mais estranhas. De longe, é uma das mais necessárias e que causarão mais impacto. No mundo todo é produzido anualmente 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) — uma média de 1,2 kg por dia per capita! Todo esse lixo tem como destino o aterro.

Não há como essa prática ser sustentável por muito mais tempo. A reciclagem ajuda, mas não pode ser a única solução.

Um engenheiro de lixo, portanto, pode transformar o lixo em gás limpo. Ou descobrir uma maneira de combiná-lo para torná-lo forte o suficiente para construir edifícios, por exemplo.

2. Técnico de IoT

Estamos acostumados a chamar encanadores ou técnicos quando algo está quebrado em casa. Mas para quem você ligará quando sua geladeira inteligente for hackeada ou quando suas luzes inteligentes não o escutarem mais?

Ok, já existem técnicos que podem consertar tais coisas. Porém, a tendência é surjam técnicos especializados na internet das coisas.

3. Consultor de Energia Alternativa

As pessoas não podem sobreviver com combustível fóssil para sempre, então fontes alternativas de energia são a única esperança.

Você já ouviu falar de energia solar, eólica e hidrelétrica, certo?  A questão é: qual é a energia certa para sua casa, sua comunidade e sua cidade?

É aqui que entra um consultor de energia alternativa. Esse profissional avalia a melhor fonte de energia sustentável para cada lugar.

4. Mentor Médico

A medida que máquinas e robôs assumem o campo médico, diagnosticando doenças e até mesmo realizando cirurgias, um novo papel na área médica surgirá: mentoria para médicos.

Como mentor médico, o profissional será responsável pelos pacientes após as consultas, cirurgias e outros procedimentos médicos.

Esse profissional fará check-in, verificará se o paciente está seguindo as recomendações do médico (ou do robô) e o ajudará a superar os fatores negativos que o impedirem de ser saudável.

Esse profissional será um mix de nutricionista, terapeuta, conselheiro e outros.

5. Consultor de organização

Dentre as profissões de futuro, uma que chama a atenção é a de consultor de organização.

Essa profissão surge em tempos de alta tecnologia e modernidade que exigem cada vez mais eficiência.

Pense em quantas distrações você tem em sua vida que impedem você trabalhar com mais foco: redes sociais, informações a todo momento, Netflix na palma da sua mão etc.

O trabalho de um consultor de organização consiste em analisar a vida cotidiana das pessoas e ensiná-las a silenciar suas distrações diárias para trabalhar com mais foco, produtividade e inteligência.

A youtuber Hel Mother já experimentou a ajuda de um profissional de organização para colocar a vida nos eixos. Ela conta aqui um pouquinho mais dessa experiência.


Embora muitos dos empregos que existem hoje serão automatizados até 2030, você deve se animar com o futuro, e não temer.

Assim, todo o conhecimento adquirido será aproveitado e especializado nas profissões do futuro para atender demandas cada vez mais complexas e profundas.

E falando em conhecimento, aproveite e comece desde já a estudar mais e mais. Temos uma seleção de + 300 cursos gratuitos para você estudar muito em 2019!

O futuro será grandioso!

Placa com os dizeres "Lady Boss" sobre mesa

Mulheres na Liderança: Insights da CSW63

Esse post faz parte da série sobre a CSW63, conferência da ONU para debater a temática de gênero ao redor do mundo. Luiza Kormann, Embaixadora Bettha, representou a gente nesse evento! Nesse post, a Lu conta sobre o que rolou no painel sobre Mulheres na Liderança, e compartilha os melhores insights que saíram essa prosa! Cola com a gente e confira!

Oi gente bonitaaaa!

Dessa vez vim falar do tãão sonhado e falado tema Mulheres na Liderança!

Já comentei com vocês algumas vezes (no webinar, no insta, etccc) que o meu painel favorito na CSW foi esse. E não é à toa! Nele, estavam presentes lideranças femininas de vários meios: tech, governo, corporativo, acadêmico… Imagina só essa troca?! Vou passar aqui pelos principais pontos desse bate papo maravilhouser, começando por:

Planejamento e cooperação

Acho bacana começar por esse ponto pois foi central em todas as falas do painel. Pensa só: as nossas divas começaram de algum lugar, né? Foi muito rico ver como todas tem essa consciência bem evidenciada até hoje, em suas posições de liderança.

Todas querem deixar um legado em suas organizações para renovar a cultura organizacional e atualizar alguns costumes e padrões que muitas vezes deixam de fazer sentido. (Lembra que falei como é importante olhar nosso entorno?) Muito desse trabalho passa pelo próximo ponto:

O que é uma boa liderança?

Voltadas para uma mudança sustentável a longo prazo em suas organizações, as divas vem pensando na questão: o que é uma boa liderança?

Para isso, foram conduzidas diversas conversas de construção conjunta dentro de suas áreas. O curioso é que mesmo vindas de meios bastante diferentes, elas encontraram similaridades nos desafios como mulheres na liderança: os resquícios daquele modelo top-down, do chefe mandão, sabe?

Essa é uma questão que vem aparecendo bastante no mundo corporativo como um todo, e o mercado vem se atualizando bastante. O que foi ressaltado aqui foram, perceba, os resquícios. E, ainda, os resquícios que afetam a liderança feminina (que é o tema do painel, né?)

A trajetória até a liderança

Mesmo vindas de áreas diferentes, as histórias são similares: muita entrega, trabalho, dedicação e estudo. E ai vem o primeiro cargo de líder, a primeira equipe a liderar. Nesse momento, as participantes evidenciaram a dificuldade de se fazer ser lida como líder.

Elas pediam algo e não rolava, algumas piadinhas, atrasos, etc. E não entendiam muito bem por que. Foi muito envolvente esse momento do painel, por que todas se surpreenderam com a similaridade de suas vivências. Aquele alívio de saber que não foi só você, sabe?

Então elas passaram a entrar num “papel” de líder: se faziam mais duronas, mais bravas. Até que, anos depois, passaram a se sentir desconfortáveis por não se sentirem femininas! Verdade, de passar a ser ver muito masculinizada. Olha que loucura! E, nesse ponto, já mais seniors em suas organizações, passaram a pensar o por que dessa trajetória e como poderiam cortar esse ciclo.

O plano

Para estruturar um planejamento eficaz na construção de uma nova forma de liderança, foram traçados alguns pontos cruciais. Vou passar aqui os 3 pontos que apareceram em mais de uma fala (FIKDIK q deve ser importante meixxxmo)

O líder como mentor e mentorado

Ou seja, a mentoria vista como o estilo de relacionamento do líder para com sua equipe, assim como uma mentoria individualizada para o líder. É importante para o líder pensar em quais são os objetivos daquela liderança. E entender que, individualmente, sua equipe também requer essa mentoria. E entenda mentoria como troca, e FOCO, onde entra a tão famosa empatia. Provocar espaços e possibilitar trocas mais horizontais reflete em equipes mais unidas, motivadas e em mais entrega.

Nossos valores e crenças são muito influenciados pela nossas vivências

Olha a empatia aqui de novo! Pensa assim, cada pessoa tem sua história, suas dores, suas vitórias. Isso resulta num leque de valores e crenças específicos (alguns socialmente compartilhados, lógico). O bacana de espaços de trabalho diversos e horizontais e a possibilidade de olhar um mesmo problema por diversas perspectivas. E permitir-se olhar pelos olhos dos outros é muito enriquecedor. Permita-se!

Valorizar o autêntico

Muitas vezes dá aquela sensação de manada, né? O foco aqui é autoconhecimento. Sim, temos as mesmas skills técnicas, mas nós nos complementamos nas nossas capacidades únicas: podemos ser a musa da pesquisa, a rainha da leitura dinâmica, a deusa em entreter… As possibilidades são inúmeras porque nós somos muitas! Olha que beleza!

E o que nós podemos fazer com essas infos?

É a pergunta que não quer calar, né @?

Olha, falando aqui, de brasileira para brasileira, sabemos que tem algumas responsabilidades que, historicamente, tem ficado mais com a mulherada. O cuidado com a casa, filhos, os idosos da família, etc… Isso vem sendo super conversado – o que é muito bacana! Então, independente de qual seja a sua posição nessa conversa, vale fazer parte dela e, buscar, todxs juntxs, uma solução!

Quantas mães tem a sua empresa? Quais são os benefícios e auxílios dados pela empresa pra elas? Como são divididas as tarefas na sua casa? Tem muuuuito pano pra manga aqui, e, por isso, tenho certeza que serão trocas bem bacanas!

E outra coisa que não sai da minha cabeça: o que que é esse papo – em pleno século 21 – que homem não pode chorar, que tem que ser o provedor coisa e tal? Geeente, não cola, né? Esse é outro papo muito saudável de se ter!

São várias as discussões que podemos abrir aqui, e é exaaatamente isso que podemos fazer com essas infos: vamos conversar! Vamos entender melhor um ao outro, de onde viemos, para onde queremos ir e construir isso tudo junto! Vivemos divergências dos mais diversos tipos, sem dúvidas.

O que trago desse painel com muito carinho para esse post é: com conversas, cooperação e escuta ativa, é possível sim construir um futuro melhor.

Quer saber mais sobre os paineis que rolaram na CSW63? Clique e confira todos os conteúdos que a Lu compartilhou com a gente!

Luiza Kormann em frente a painel com os dizeres "CSW63 - Comission on the Status Of Women 8th March 2019"
Luiza Kormann

CSW63: Desenvolvimento feminino no mercado de trabalho

Esse post faz parte da série de post sobre a CSW63, conferência da ONU para debater a temática de gênero ao redor do mundo. Luiza Kormann, Embaixadora Bettha, representou a gente nesse evento! Nesse post, ela explica quais são as peças-chaves para o desenvolvimento feminino no mercado de trabalho: protagonismo e educação. Confira!

Luiza Kormann

E aí, mulherada, tutupom?

Nós, mulheres, queremos arrasar no mercado de trabalho, em ambientes mais equitativos, com maior espaço para nossa voz e mais respeito, certo?

Para alcançarmos todas essas coisas – e tantas mais – é importante, antes de tudo, respirar fundo. Juro que isso ajuda (meditar ainda mais, viu?). Pensar em cada um desses itens, e ainda mais neles todos juntos, dá um mini desespero, já que parecem grandes e distantes demais.

Daí vem a lição número 1 da CSW para nosso desenvolvimento no mercado de trabalho. Se liga!

Quer saber mais sobre a CSW? Clique aqui e confira todos os conteúdos que a Luiza compartilhou com a gente!

Lição 1: Pensar macro e agir micro

Isso muda tudinho, é sério. É como aquela depressão que bate depois de assistir Oceano de Plástico e pensar “Meu deus, o mundo vai acabar, o que estamos fazendo com o planeta, socorro!” Convenhamos, esse sentimento não vai mudar muita coisa, correto?

Só que aí, no dia seguinte você percebe que o seu prédio não recicla. Então a bonita vai lá, fala com o síndico. Depois entra em contato com a prefeitura, entende o funcionamento de coleta seletiva na rua, fala com os vizinhos e TCHARAN: leva a coleta seletiva para seu prédio.

Isso mudou alguma coisa. Viram a diferença?

Quando falamos da nossa trilha de carreira, é a mesma coisa. Se ficarmos focadas no macro, realmente o desespero é grande. Isso porque a concorrência é grande, porque o momento brasileiro não está dos melhores, porque falta tempo… Os “porquês” aqui são inúmeros. E devem ser sim contabilizados. Mas de maneira produtiva.

Se a concorrência é voraz, que nos capacitemos mais. Se o momento econômico do país está estagnado, que nos preparemos para encarar. Se nos falta tempo, que nos organizemos melhor. E por aí vai.

Lição 2: Seja sua monografia

Lembra? Aquela do TCC? Ela mesma. Você desenhou seu TCC. Construiu um objetivo geral, estabeleceu metas e entendeu o propósito daquelas mínimo 30 folhas A4, escritas em arial 12 e espaçamento 1,5.

Agora, perceba o absurdo: seu TCC teve propósito, mas a autora não tem. Não dá né, @?

Ter um plano de vida não significa que precisa ser aquilo e pronto, acabou. Os planos mudam, e nós nos adaptamos a essas mudanças. Assim como provavelmente aconteceu com o seu TCC, não é?

O importante é não ficar inerte na vida, esperando a posição dos sonhos cair no colo. Inclusive, como falar que a posição é dos sonhos antes de traçar esses objetivos? Existe um risco constante de sonharmos os sonhos dos outros, e sucesso nenhum vem disso, tenha certeza.

A importância desse objetivo de vida está, principalmente, como ferramenta de autoanálise. Uma vez assisti uma palestra da diva icônica Maira Habimorad (assistam as jornadas Toque de Expert com ela gente, sério!) onde ela compartilhou um ritual dela que copiei: todo dia antes de dormir penso no que aprendi de novo aquele dia.

E então tomei a liberdade de anexar uma pergunta extra a esse ritual: o que fiz para chegar mais perto do meu grande objetivo?

Então, entenda esse objetivo como um ponto de referência, um norte na vida. Os objetivos menores deverão te aproximar desse norte, o propósito deverá estar intrinsecamente conectado a cada um desses pontos. Ter esse norte facilita tudo.

Lição 3: Work it

Então recapitulando rapidinho: já demos aquela respirada, já temos propósito, objetivo, um plano bem desenhado. E agora? Gata, parafraseando Missy Elliott, “Work It!”.

A bonita acha mesmo que só porque escreveu no post it, nas notas do celular, planner ou [insira aqui seu método de escolha] vai acontecer? É mesmo?

Então vem com a Lulu fazer aquele reality check, viu amores? Porque não é bem assim não. Sorry.

Tem muita ralação entre você e seus objetivos de vida. Seja ele qual for.

Temos o direito de escolher nossos caminhos, e cada um deles apresentará desafios próprios: a mulher que quer seguir carreira política enfrentará seus obstáculos, assim como a que quer empreender, brilhar no mundo corporativo, etc.

Protagonismo é chave, gente. Sério. Anota junto com o plano de vida. Cria um ritual pra te lembrar disso (eu escuto o álbum Lemonade, da Beyoncé).

Seja lá qual for seu norte, faz isso: olha pra ele, e olha para onde você está agora. Qual o gap que te separa do seu objetivo? O que é necessário fazer para chegar lá? Olha pra quem já está nesse norte (se tiver uma mulher, melhor ainda). Criar esses ídolos é um super caminho pra se inspirar também, porque você pode analisar a trilha de carreira dessa pessoa.

Depois disso, vai. Só vai.

Lição 4: “Girls, you gotta know your stuff”

Muitas coisas me marcaram na CSW63 e, sem dúvidas, uma delas foi essa frase, do painel sobre Educação no Empoderamento Feminino. A ligação entre essas duas grandezas é, com certeza, diretamente proporcional. E, quando aplicada ao nosso desenvolvimento no mercado de trabalho, a educação acompanha cada um dos passos em direção ao nosso norte.

Perceba: se estamos em um ponto e nosso norte em outro, o que faremos para encurtar essa distância, para chegar mais perto? Estudar. Estudar o mercado que escolhemos, nos estudar (o famoso e tão importante autoconhecimento), estudar novas capacidades técnicas, outros idiomas. Estudar é uma situação contínua na vida – e ainda bem que aprender coisas novas é tão gostoso!

Vamos estudar nos objetivos menores (da graduação ao primeiro estágio até a primeira promoção e por ai vai) e também enquanto estivermos nessas “casinhas”. Pensemos em um tabuleiro, lembra do Jogo da Vida? Então.

Independente da casinha que estiver, seja escola, faculdade, estágio, emprego, temos que estar sempre preparadas para cada uma de nossas entregas. Porque seremos cobradas. We need to know our stuff.


Não vacila e não perca mais nenhum conteúdo da Lu sobre a CSW!

Webinar: CSW63 da ONU com Luiza Kormann

Confira os detalhes do que rolou no maior evento sobre gênero do mundo: aComissão sobre o Status da Mulher (CSW63) da ONU!

Entre os dias 11 e 22 março rolou o maior evento da ONU sobre a questão de gênero. A 63ª edição da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW63) acontece na sede da ONU em Nova York. A Luiza Kormann, Embaixadora Bettha, esteve presente para acompanhar esse encontro global!

A Lu participou de um Webinar incríiivel pra falar tudo o que aconteceu na CSW63! Ela contou todos os detalhes desse eventão e respondeu todas as perguntas da galera sobre a CSW.

Além disso, ela compartilhou com a gente os melhores insights do encontro numa série de posts incríveis! Ela explica temas como a mulher no mercado de trabalho, mulheres na liderança, além do papel do homem no empoderamento feminino.

Clique aqui e acesse a série de conteúdos exclusivos que a Lu dividiu com a gente!

O que rolou no Webinar da CSW63?

A Lu explicou pra gente tudo sobre o evento! Se liga:

O que é a CSW?

A Comissão sobre o Status da Mulher é o principal espaço de debate sobre a temática de gênero na ONU. A Comissão, que existe desde 1946, atrai participantes de todo o mundo. Tanto representantes de estado quanto membros da sociedade civil se reúnem para discutir a evolução da equidade de gênero na comunidade internacional.

Como funcina a CSW?

A Lu explicou como que funcionou a CSW! Além dos painéis oficiais, ela contou que rolaram diversos eventos nas redondezas da sede da ONU – os side events. Além disso, ela deu dicas incríveis para conseguir participar desse eventão!

Na CSW são debatidos dois temas. O principal, que é o guia da edição, e o revisado, que aborda questões de edições passadas. Em 2019, o tema principal foi Sistemas de proteção social, acesso à serviços públicos e infraestrutura sustentável para igualdade de gênero e empoderamento de mulheres e meninas.

Qual a ligação da CSW com o bettha?

Meu correligionário, fique ligeeeiro! Nesse evento rolaram váarios paineis sobre mercado de trabalho e educação. E vamos combinar: debater Educação e Mercado de Trabalho é a cara do bettha!

A gente sabe que não vivemos em um mundo de algodão doce. Por isso, temos consciência da importância de compreender e debater o mundo que nos rodeia! Só assim seremos melhores que ontem, todos os dias.


Assista na íntegra ao Webinar com a Luiza e fique por dentro de todas as informações sobre a CSW63!

Luiza Kormann em frente a painel com os dizeres "CSW63 - Comission on the Status Of Women 8th March 2019"

Qual o papel do homem no empoderamento feminino?

Volteeeei! E, dessa vez, vim falar de um assunto polêmico – e um dos favoritos: a participação dos caras no empoderamento feminino. Como é essa participação? Como podemos (e esperamos) contar com o apoio deles?

Luiza Kormann, Embaixadora Bettha

Como é um assunto um pouco cabeludo, vamos por partes, belê?

Acho que a primeira coisa que é super importante ter em mente é que a pauta de empoderamento feminino é, como o nome diz, a priori, da mulherada. E isso não significa que os caras não tem um papel crucial para conseguirmos alcançar, coletivamente, nossos objetivos.

E Lu, por que o empoderamento feminino é tãão importante pra todo mundo (incluindo os boys)?

  • Um estudo da IBGC identificou que 7,2% é a participação feminina nos conselhos administrativos das empresas brasileiras. Para os conselhos fiscais essa participação está em 9% e, para as empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores, 33% dos membros são mulheres;
  • O estudo da Peterson Institute for International Economics com 22 mil empresas de 91 países identificou que a presença feminina em cargos executivos está associado ao aumento de lucros da empresa. A relação é estimada em 30% de aumento na participação feminina a 15% de aumento de lucros.
  • Apenas 32% das mais de 900 empresas que participaram da pesquisa Panorama Mulher 2018 informaram possuir uma política interna para igualdade de gênero. Mesmo naquelas que tem, a participação feminina em cargos de liderança permaneceu baixíssima (é de engolir seco mesmo!)

Agora que já sabemos que essa é uma pauta que interessa todo mundo, vamos mergulhar em como a rapeize pode ajudar. Bora?

Perceber os espaços

Vocês já pararam para reparar a proporção de homens e mulheres na sua empresa? E em papeis de liderança? Empresas como a Dow, IBM, Avon e Unilever contam com comitês internos para fomentar o empoderamento feminino. A sua empresa tem algum espaço desses?

Levantar esses questionamentos não só é importante para a sua empresa, como também para você, caro colega! Quando nos preocupamos com questões que estão além de problemas individuais, trabalhamos nossa habilidade de empatia, exercitamos uma visão de negócios muito mais responsável e, de quebra, aumentamos o relacionamento com as colegas de trabalho – porque ninguém vai pagar o micão de não envolver azamiga em uma pauta dessas, né?

Homem não chora?

Rola um estranhamento natural entre os caras quando surge a pauta de gênero, o que é bem natural. O que é desconhecido é estranho, e, até aí, beleza. Para enfrentar esse distanciamento, buscar conhecimento e participar dos espaços que são abertos aos homens é um primeiro passo bem bacana.

Já diria ET Bilu

Troque ideia com as amigas, colegas de trabalho e tudo mais. Esteja pronto pra embarcar em uma jornada super enriquecedora, à la Fabio Porchat na nova série Homens. E aqui seguem 2 spoilers dessa jornada:

  • Sabe aquele esteriótipo de machão? Lidar com ele é superimportante para você, colega, que escutou muito tempo que homem não chora. Entrar em contato com emoções, desejos e vontades é um exercício posto no âmbito da feminilidade, sendo, ao meu ver, um dos fatores da sociedade de hoje que mais fere os homens. Tanto a nível pessoal, tendo que “pagar de durão”, quanto nas demais esferas da vida. Pensa em um movimento que vai ser libertador pra ti!
  • Já batemos bastante nessa tecla aqui: capacidades humanas estão em alta. E empatia e escuta ativa só serão profundamente desenvolvidas seeeee aqueles exercícios de entrar em contato com as emoções forem praticados! Bora embarcar nessa junto, as amigas vão ajudar, não tenha dúvida!

Trabalhos domésticos e cuidados

Sabia que, no Brasil, o principal empecilho para a mulherada estudar e trabalhar são os trabalhos doméstico e os cuidados com familiares?

Segundo a Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE, 35,4% de meninas e mulheres com 15 a 29 anos que não estudam ou trabalham fora de casa disseram que não buscam emprego por terem essa obrigação. Apenas 1,2% dos meninos e homens declararam a mesma razão para não buscarem ocupação – a principal razão deles é que não havia trabalho na região (45,4%).

Então bora compartilhar essas tarefas com as mulheres incríveis de nossas famílias?

Bater um papo com o colega meio mala

Sabe aquele cara no trampo que sempre interrompe a colega na reunião? Aquele mesmo, que faz uns comentários desnecessários, sabe? Às vezes, pode até ser um pouco como você antes de ingressar nessa linda jornada! Porque a vida é assim mesmo: crescemos e evoluímos! Com certeza na sua jornada muita gente te ajudou.

Vamos ajudar o coleguinha também, não é mesmo?

E esse papel é muito importante para o empoderamento feminino, gente. Vocês têm um acesso muuuito maior que a gente para essa task! Como existe toooodo aquele estranhamento que falamos lá no primeiro tópico, normalmente o cara já fica na defensiva com o convite inicial pra ingressar nessa jornada, ainda mais se essa pessoa for uma mina.

Caras, vocês ajudam DEMAIS fazendo essa, juro juradin!

Entre os dias 11 e 22 de março rolou o principal evento de gênero da ONU, a Comissão sobre o Status da Mulher(CSW63), na sede da ONU em Nova York. Esse post faz parte da cobertura do Bettha no evento! Fique ligado que ainda vão rolar váaarios conteúdos legais aqui no blog!

CSW63 da ONU: Insights com a nossa embaixadora Bettha favorita <3

Oi, pessoal! Foi tão legal invadir o insta do Bettha no CSW63 que decidimos por algumas outras invasões – e já vou avisando que serão várias, então fiquem ligados em todo conteúdo que vem por aí, viu?

Luiza Kormann, Embaixadora Bettha

Entre os dias 11 e 22 de março rolou o principal evento de gênero da ONU, a Comissão sobre o Status da Mulher (CSW63), na sede da ONU em Nova York. Não podia faltar uma cobertura do Bettha em um evento tão bacana, cheio de conteúdo sobre mercado de trabalho e educação, né @?

Euzinha, super Embaixadora Bettha, estive por lá pra contar pra vocês tudo que rolou sobre nossos temas favoritos! Pra quem não acompanhou, fiquem tranquilos que toda a cobertura está nos destaques do @betthaoficial 😉.

Foi tanto conteúdo bacana que ainda temos muito pano pra manga! Fora as próximas postagens por aqui, vai rolar um webinar incrível nas próximas semanas! Mais pra frente teremos umas outras surpresinhas – um passarinho me contou algo sobre Jornadas de Conhecimento e uma aparição no queridinho Bettha Career Experience 3.

Agora, pra começo de história, o que é a CSW63 da ONU e como funciona esse evento baphônico?

A Comissão sobre o Status da Mulher é, como já falei, o principal espaço da ONU para a temática de gênero. Desde 1946, os Estados-Membro da ONU se reúnem para definir objetivos e meios para garantir a equidade de gênero.

Para isso, a cada ano é definido um tema-chave que é debatido entre os representantes dos países ao longo das 2 semanas de evento. No último dia, é apresentado o documento final com as metas e meios definidos. Esses encontros acontecem dentro da Assembleia Geral da ONU, alguns são fechados ao público credenciado, outros abertos. Esses encontros compõem a Agenda Oficial do evento.

Fora a Agenda Oficial, acontecem os Side Events e os Parallel Events – onde a coisa realmente pega fogo! São agendas super movimentadas, com diversos eventos acontecendo simultaneamente pelas proximidades da ONU.

Se liga quanta coisa estava acontecendo!

A vontade é ter o Vira-Tempo da Hermione pra conseguir ver tudo (os entendedores de Harry Potter entenderão).

Pra gente se organizar – e não perder a cabeça –, tem um app amorzinho, o Guidebook, onde víamos a programação completa do dia e conseguíamos organizar a nossa agenda. Foi meu melhor amigo nessa cobertura!

Essa é a carinha do Guidebook!

Foram duas semanas de muita correria e muito aprendizado. Nas próximas semanas vou contar mais detalhadamente dos principais temas, mas já passo alguns spoilers:

Educação é peça fundamental pra todo mundo, ainda mais pra mulherada

Por quê? Ainda temos que nos provar muito mais, muitas vezes somos mais questionadas, então precisamos estar 10x mais preparadas. Frase chave de um dos painéis: “Girls, know your stuff!”

Essa trilha por equidade de gênero no mercado de trabalho é de todo mundo

Vocês, meninos, também podem ajudar – e muito! Fiquem de olho no seu ambiente, conversem com suas amigas. Pra provar que essa é uma pauta de todos nós, o Insper verificou que, entre 2007 e 2014, a cada 10% de aumento da diferença salarial a expansão do PIB per capita é reduzida em 1,5%.

O Brasil tem muuuuito chão pela frente para alcançarmos equidade no mercado de trabalho

O bacana é que tem muita coisa que podemos fazer individual e coletivamente! Proatividade é superimportante – tanto na vida pessoal quanto profissional –, e esse é um campo super fértil para muita ação e atitudes que fazem o bem e pegam super bem!

Reparar se na sua escola/faculdade/trabalho tem um espaço para debater o tema; questionar se na sua equipe a proporção de homens e mulheres está bacana; perguntar se a empresa tem uma política para questões de gênero, quais são e se atuam de acordo com elas… uffa! A lista é longa! A mensagem que fica é que questionamentos são importantes demais e proatividade é tudo!!

Não somos robôs, né, gente?

Com a tecnologia avançando, os especialistas apontam que no mercado de trabalho as nossas capacidades humanas são cada vez mais importantes. O mercado de trabalho muda constantemente, e essa mudança somada com o BOOM da tecnologia acarreta na valorização das chamadas capacidades humanas: aquelas que os robozinhos ainda não tem. Empatia está em alta viu, bb?


Como eu disse lá em cima, ainda tem muito pano pra manga, gente! E quem me conhece dos stories do @betthaoficial já sabe que quando em embalo falando, é difícil parar – como a boa geminiana que sou hehe…

Vou parando por aqui e na quinta-feira, 18/04, voltamos com o webinar para tirar todas as dúvidas que foram aparecendo ao longo do evento, ok? Inclusive, quem quiser tirar alguma outra dúvida pode comentar aqui também, viu? E nas próximas semanas tem mais conteúdo aqui também!

Até mais!!

7 hacks para impulsionar o seu perfil do LinkedIn

O LinkedIn está entre as maiores redes sociais do mundo, com aproximadamente 562 milhões de pessoas inscritas na plataforma. Aqui no Brasil, ela tem se tornado a nova queridinha das pessoas, desbancando até mesmo o Facebook.

Importância do perfil do LinkedIn

A elaboração do seu perfil no LinkedIn precisa ter o mesmo cuidado tido na hora de elaborar um currículo. Erros de português, dados incompletos e falta de informações sobre experiências e formações podem distanciá-lo do emprego dos sonhos. É importante considerar que, em muitos casos, o recrutador verá primeiro o seu perfil no LinkedIn para depois visualizar o seu currículo.

Clique aqui e descubra de uma vez por todas como criar um perfil de sucesso no LinkedIn!

Elaboramos um conjunto de dicas muito além do bê-a-bá! Confira agora 7 hacks para dar aquele boost no seu perfil do LinkedIn!

1. Cause impacto logo nas primeiras linhas

Somente as três primeiras linhas de um post são vistas no LinkedIn antes que o leitor clique em “visualizar mais“. Portanto, use bem esse espaço! Escreva de forma a atrair e envolver o leitor, para dar aquela vontade de clicar em “visualizar mais”.

2. Crie o título que o recrutador está buscando

Informar que você está “em busca de novos desafios” no título não o ajudará a encontrar um novo emprego, pelo contrário. Insira um título que os recrutadores realmente estejam buscando na plataforma. Para isso, você precisará dar uma estudadinha rápida no seu mercado. Dessa forma, você poderá compreender os títulos que estão sendo procurados.

Hoje em dia, muitas empresas estão usando os nomes de cargo em inglês. Um bom exemplo é o “social media” no lugar de analista de mídias sociais ou “developer” para o desenvolvedor. Logo, a busca dos recrutadores será pelos nomes dos cargos em inglês, ao invés da língua nativa.

Pesquise qual o nome do seu cargo pretendido em inglês e atualize no LinkedIn. Você poderá ser facilmente encontrado, aumentando o número de acessos ao seu perfil.

3. Produza artigos com temas que são trends

Se você quer que os seus artigos se tornem virais, aumente essa chance usando o BuzzSumo para identificar temas que são tendências no LinkedIn.

A plataforma oferece o número de engajamento de determinado tema em diversas redes sociais. Dessa forma, você poderá basear o seu artigo em temas mais relevantes ao público – o que aumentará as chances desse texto ser encontrado no LinkedIn.

4. Responda a comentários

A resposta não é só por educação! Responder os comentários é uma forma de incrementar o engajamento nas suas publicações. Isso pode aumentar as chances de ampliação do alcance do seu post, que poderá atingir cada vez mais pessoas!

5. Entenda (e use!) as #hashtags do LinkedIn

As hashtags são tópicos de grandes audiência classificados segundo área temática. Você pode ser seguidor de diversos tópicos, como de Liderança e Gestão, Empreendedorismo, Marketing e Publicidade. As Hashtags permitem que os usuários do Linkedin “escutem” os tópicos que mais importam para eles, criando um melhor engajamento em posts de interesse.

Se a sua publicação aparecer em qualquer um desses grupos, ela pode se tornar viral. Por essa razão, crie o seu conteúdo com uma hashtag específica em mente.

Alerta: não produza qualquer conteúdo apenas para aparecer! Produza textos relevantes de acordo com os interesses e a audiência do seu mercado. #vaidarcerto #forçanaperuca

6. Tempo certo no lugar certo

Segundo o LinkedIn, o melhor período para publicar conteúdo é de manhã, no horário do almoço e início da noite entre terças e quintas-feiras. As melhores horas são entre às 10h e às 11h todas as terças-feiras.

Com isso em mente, publique os seus conteúdos nos períodos certos para atingir uma audiência maior!

7. Crie um call to action

O call to action (conhecido também como CTA) é uma forma de orientar o leitor à uma ação que você espera. Você pode indicar um material para baixar ou até mesmo engajar o indivíduo a comentar na publicação.

Com base nisso, aqui vão dois toques bem importantes:

Direcione o leitor para um link – nos comentários!

O LinkedIn reduz o alcance de publicações que direcionam o público para fora da rede social. Por isso, não coloque links nas publicações, mas nos comentários! Informe no post que o link está lá. Assim, você poderá engajar o leitor sem perder a sua audiência.

Cuidado com pedidos de comentários!

Literalmente pedir por comentários fica bem feio. Por isso, peça de maneira sutil, por exemplo: “me dê dicas sobre produtividade e foco aqui nos comentários” ou “como foi a sua experiência usando o app X?” Viu como fica melhor?


Caso você queira mais dicas para dar aquele boost no seu LinkedIn, confira o depoimento viral de Josh Fechter sobre ter alcançando 25 milhões de visualizações no seu LinkedIn em 4 meses!

Bora bombar o seu perfil no LinkedIn e aumentar as chances de ser encontrado? Então não vacila! Coloque já essas dicas em prática e arrase!

Como receber o feedback como um profissional

Mesmo quando o feedback é dito o mais delicadamente possível, aceitar críticas construtivas pode ser brutal para alguns. Todos nós preferimos que nos dissessem que o nosso trabalho é impecável, né?

No entanto, o feedback é inevitável – e estar aberto à críticas é chave crucial para o sucesso em sua vida profissional (e pessoal também). Uma boa reação, além de mostrar que você é humilde e está disposto a considerar as sugestões de outras pessoas, permite desenvolver seu trabalho. Dessa forma, você se torna um profissional muito melhor.

Aqui estão algumas dicas para você receber o feedback da melhor forma possível:

1. Reconheça boas intenções

Nós tendemos a recuar com a suspeita de algo que não se assemelha a um elogio entusiasmado. No entanto, se você quiser se tornar um profissional melhor, o primeiro passo é reconhecer a boa vontade de quem está oferecendo essa sugestão.

O seu líder não está fornecendo esses conselhos de melhorias com a intenção de ferir seus sentimentos. Na verdade, ele espera que, com o feedback, você possa ser cada vez melhor, tornar o seu trabalho cada vez mais significativo.

Então, ao invés de ficar chateado ou estressado por dentro, respire fundo e lembre-se que esta pessoa está apenas tentando ajudar – e isso é louvável.

2. Ouça ativamente

“Eu acho que você está fazendo um bom trabalho, mas …”

Você já ouviu isso antes, certo? Se você for como a maioria das pessoas, ouvirá as primeiras palavras e paralisará após o temido “mas”. Afinal, a mente começa a pensar de maneira obcecada com o fato que o trabalho não está assim… “aquela Brastemp”.

Não há como se beneficiar efetivamente de um feedback se você não o escuta por completo. Você precisa se manter comprometido e ouvir todos os pontos que o seu líder tem a fazer. Assim, você poderá retornar ao seu trabalho com o máximo de clareza e orientação possível para fazer as mudanças necessárias.

3. Faça perguntas

Quando você pensa em receber um feedback, é fácil achar que isso significa se sentar em silêncio e aceitar tudo o que for apontado pelo seu valor aparente. Mas nem sempre esse é o caso. Embora as sugestões de outras pessoas mereçam consideração, não há nada de errado em fazer perguntas sobre os apontamentos – na verdade, você deve ter uma discussão saudável para garantir que todos estejam na mesma página 🙂

Por exemplo, se o seu líder recomendar que você altere uma parte da sua apresentação, não hesite em perguntar por que ele acredita que isso seria uma melhoria. Ou, caso ele lhe diga que gostaria que você tomasse mais iniciativa em projetos em grupo, pergunte sobre as maneiras pelas quais ele acredita que você poderia fazer isso. Dessa forma, você estará plenamente esclarecido sobre o que precisa fazer.

Fazer perguntas depois de receber críticas mostra que você está levando as observações a sério, que você está buscando entendê-las e usá-las em prol do seu crescimento.

4. Resuma o feedback

Quando você está recebendo o feedback, é fácil ocorrer confusão. Portanto, para evitar que a mensagem seja mal compreendida, resuma o feedback que foi oferecido.

Isso pode ser algo como:

“Para esclarecer, você acredita que a apresentação seria mais forte se eu criasse gráficos para destacar os resultados, em vez de apenas listá-los em pontos?”

Dessa forma, você garante que o entendimento correto do que precisa melhorar antes de arregaçar as mangas e fazer as alterações.

5. Seja grato

Pode parecer contra-intuitivo agradecer a alguém por apontar uma lacuna que dará mais trabalho para você. Mas agradecer é uma coisa importante a se fazer depois de receber um feedback.

Lembre-se, existe a crítica construtiva irá ajudá-lo. O seu líder poderia deixar a sua apresentação ou projeto passar em um estado de mediocridade? Sim! No entanto, ele dedicou o próprio tempo para te oferecer uma visão diferente para melhorar a situação – e isso é merecedor de um genuíno “obrigado!

6. Acompanhamento

O feedback nem sempre é periódico. Se você está realmente com o objetivo de usar as sugestões dadas, não é má ideia basear-se em seu progresso no futuro.

Se o seu líder recomendou uma mudança em sua abordagem, agende uma conversa futura com ele para debater o progresso que você fez. Ou, se a sugestão foi um ajuste no seu relatório, pegue um feedback das alterações.

Como diz o velho clichê, as ações falam mais alto que palavras. Então, provar que você usou esse feedback vai falar muito sobre sua atitude em relação ao seu profissionalismo.


O feedback é inevitável e essencial para o crescimento. Ele existe para ajudá-lo a ser melhor em seu trabalho – o que significa que você precisa aprender a aceitá-lo e implementá-lo no seu dia a dia.

Isso pode parecer mais fácil falar do que fazer, mas não precisa ser tão complicado. Use essas dicas para começar a levar as críticas construtivas a sério e você com certeza irá crescer 😉