#GIRLBOSS, vai encarar?

 Girlboss! Você, provavelmente, já deve ter ouvido essa expressão nesses últimos meses. Isso devido ao grande sucesso da série estreada no final de março no Netflix, que conta a história da americana Sophia Amoruso, criadora da Nasty Gal, uma das lojas online de maior crescimento no mundo. Só para você ter uma ideia, a empresa, que começou vendendo peças de brechó no Ebay, chegou a empregar mais de 300 pessoas e abrir duas lojas físicas no metro quadrado mais disputado de Los Angeles. No final de 2016, mesmo entrando em processo de falência, a marca ainda valia milhões de dólares.

A expressão #GirlBoss alavancada por Sophia tornou-se um verdadeiro movimento, que segue inspirando e empoderando garotas de todo o mundo. Por mostrar que elas não só podem como são capazes de chegar onde quiserem, independente do que os outros vão pensar.

Gabriela França, 21 anos, de São Paulo

Empreender está na moda? Nos últimos quatorze anos, o número de #GirlBoss subiu 34%, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em 2014, o Brasil tinha 7,9 milhões de empresárias. Um estudo da principal pesquisadora de empreendedorismo no mundo, a Global Entrepreneurship Monitor (GEM), mostrou que em 2014, 51,2% dos empreendedores que iniciam negócios são mulheres, o que contribui (e muito!) para a independência financeira feminina.

Empreender não é fácil, mas também não é aquele monstro de sete cabeças. A Gabriela França, de 21 anos, formada em publicidade e propaganda, de São Paulo, teve coragem e criou, em abril de 2016, a Not Your Babe, um e-commerce de roupas para empoderar mulheres. “A ideia nasceu da vontade de criar uma rede de mulheres. Percebi que muitas tinham o próprio negócio e pensei que se comprássemos uma das outras, isso poderia mobilizar a economia do pequeno empreendimento”, conta.

Para a Daiana Moreira, de 24 anos, estudante de tecnologia têxtil, malharia e confecção, de Araranguá, Santa Catarina, criadora do e-commerce Toda Frida, a maior dificuldade do começo foi financeira. “Comecei a marca com praticamente zero na conta bancária. Tive que conseguir empréstimo para comprar matéria prima. Também ralei por falta de experiência na área de moda e confecção. Infelizmente, o mercado de trabalho questiona nossa capacidade o tempo inteiro, nós mulheres temos que provar que somos capazes constantemente”, diz.

Roupas como meio de empoderamento é o objetivo das meninas. “Ter uma marca para mulheres é MUITO importante. Desde que ela mostre mulheres de verdade, não adianta fazer uma marca para mulher, cair nos estereótipos e não falar sobre representatividade, né? A marca toda busca empoderar, desde as fotos, a colaboração com outros negócios de mulheres, as camisetas é o resultado de um empoderamento em cadeia, e por isso que é tão maravilhoso”, ressalta Gabriela. Para Daiana, além de ter uma marca direcionada a mulheres, o
impor

tante é fazer a diferença de alguma forma. “O mercado da moda é muito preconceituoso, o padrão da mulher brasileira não veste 36! Nossas estampas também reforçam uma mensagem, você veste, sente aquilo que está escrito e t

Camiseta da Toda Frida

ransmite isso para as pessoas ao seu redor!”, enfatiza Daiana.

 

 

Para quem também sonha em criar o seu próprio negócio, as nossas duas #GirlBoss tem um recado: “Se você tem uma ideia, tente colocá-la em prática. Nem que você comece pequeno, vendendo pra familiares ou amigos. Aos poucos você vai investindo, indo atrás e as coisas vão fluir. Não precisa começar gigante, as coisas acontecem”, aconselha Gabriela.

Tenham coragem! Comecem devagar, quem sabe como uma renda extra que depois pode se tornar algo maior. E, principalmente, faça de tudo para poder trabalhar com aquilo que te faz feliz, mesmo que o retorno financeiro não seja imediato. Quando a gente faz o que ama, e tem resiliência uma hora vai dar certo, mas a gente tem que fazer acontecer e não esperar um milagre!”, finaliza Diana.

 

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