Rapaz de camisa xadrez de costas com microfone na mão com plateia ao fundo sentadas a mesa

Como usar o Storytelling no processo seletivo?

Ter uma boa história, repleta de elementos interessantes e atrativos não é suficiente – você precisa saber como contá-la. O storytelling é uma técnica que ajuda a contar boas histórias com o intuito de encantar e manter a sua audiência interessada no que você tem a falar.

Com o uso claro de personagem, ambiente, conflito e mensagem, e tendo início, meio e fim, a história ajuda a se conectar com quem a está ouvindo.

O storytelling ajuda a transformar qualquer história pela sua perspectiva. O que a torna única e especial.

Storytelling no processo seletivo

Essa técnica pode (e deve) ser usada durante o processo seletivo. Ela é excelente para prender a atenção do recrutador e dar cadência linear aos fatos.

O conteúdo é rei, sendo fundamental para criar um bom storytelling . No entanto, não exagere nas emoções. A ideia é engajar – e não soar como uma dramaturgia. Além disso, a narrativa precisa se adequar a quem você está falando – ou a empresa que você está buscando o tão sonhado emprego.

No último Experience Day do BCE#3, Cecília Pinaffi explicou como transformar um relato em uma boa história. Para isso, ela usou da sua própria história pessoal, percorrendo os caminhos profissionais que a levaram até o Vale do Silício.

Confira as 5 dicas da Cecília Pinaffi aplicadas para um processo seletivo:

1. Conheça seu público

Para ser bem-sucedido no storytelling você deve conhecer a empresa pela qual você foi chamado a participar do processo seletivo.

Vá ao site e navegue por cada seção. Acesse as redes sociais e veja o que a empresa está fazendo no momento, qual o tom e linguagem usados. No geral, conheça a empresa como a palma da sua mão.

Com essas informações, você conseguirá adequar o seu storytelling para a empresa que está conversando. Além disso, você pode obter informações suficientes para identificar se você tem fit cultural com a empresa.

dica bettha: Marcelo Andrighetti dá dicas de como você identificar quem é o seu público-alvo para criar o storytelling ideal.

2. Início, meio e fim não basta

Uma boa história oferece detalhes e fatos que ajudam a torná-la mais interessante. Ser objetivo demais e prezar apenas pelo início, meio e fim, torna a sua história um tanto pobre.

A ideia não é encher de detalhes a ponto de entediar quem a está ouvindo, mas fundamentalmente torná-la atrativa. Para isso, ofereça exemplos, detalhes e o que mais for necessário para a sua história sair do ponto comum.

A técnica STAR é um formato simples que você pode usar para responder às perguntas comportamentais. Você deve contar a situação, tarefa, ação e por fim, resultados. Com essa técnica é possível dar cadência e fluidez à narrativa.

dica bettha: o curso “A Arte do Storytelling” da Pixar é gratuito e ajudará você a entender a como construir uma boa narrativa pela produtora de animações mais querida do mundo. Toy Story não é um sucesso por acaso 😉

3. Use a voz ao seu favor

Você conhece o elogio “voz de radialista”? Esse elogio não se refere apenas a uma voz bonita, mas também a entonação, clareza ao falar e a sonoridade – coisas fundamentais para um bom radialista.

Pois bem. Você não quer ser um radialista. Porém, é importante usar técnicas que tornem a sua voz melhor para o ouvinte. Dê uma boa entonação, fale com clareza (você não precisa ser rápido ou lento demais para falar). Além disso, projete a sua voz (falar para dentro como se estivesse tímido não é legal).

Sua voz é a ferramenta para captar a atenção de quem deseja, use a seu favor.

dica bettha: São Yantó, cantor e compositor brasileiro, tem uma playlist de utilidade pública com diversas dicas para voz. Pode parecer um tanto estranho aprender sobre presença de palco e dicas de canto para aplicar em um storytelling… Porém, a arte ajuda (e muito) quando aplicada nos negócios. Não é por acaso que existe teatro coach 🙂

4. Brilho nos olhos, bebê! 

Se você for apático, não mostrar emoção e “brilho nos olhos”, o seu storytelling pode soar falso. 

O seu corpo deve acompanhar o seu storytelling, entretanto, sem parecer que você está atuando uma peça de Shakespeare. Em outras palavras, o seu corpo, principalmente o seu rosto, deve expressar o que a sua boca está dizendo.

dica bettha: dicas de presença de palco podem ajudá-lo a saber se expressar de modo geral: corpo e voz. Confira as 4 dicas para ter presença de palco do Mauai da Teatrês.

5. Reforce o que aprendeu em cada fase da vida!

Toda experiência, seja positiva ou negativa, é válida. Experiências pessoais agregam no âmbito profissional e vice-versa. Portanto, fale das suas experiências, o caminho que o fez chegar até ali e o que aprendeu dessas situações.

Selecione experiências e situações que são possíveis conectar a cultura e ao cargo. Assim, construa o seu storytelling de acordo com a cultura da empresa.

dica bettha: desenvolver um mindset criativo o ajudará a enxergar as coisas de formas diferentes. Na publicidade, toda experiência agrega na hora de criar campanhas. Ter esse mindset o ajudará a reaproveitar toda experiência e visão de mundo que você tem até hoje e transformar em uma narrativa encantadora.


O storytelling é a melhor técnica para você transformar a maneira como conta histórias, principalmente no âmbito profissional.

Mas mais do que entender técnicas de storytelling, seja bom naquilo que você diz ser. Não há storytelling que segure um profissional que mais fala do que faz. Ou seja, tenha conteúdo e não só fale sobre ele. Domine suas habilidades e potencialize seus conhecimentos com mais conhecimento!