Trabalho voluntário: fazer a diferença sem esperar nada em troca

Fazer a diferença na vida de alguém… É exatamente isso que o trabalho voluntário proporciona a quem o realiza.

Por: Carla Festucci | corpoacorpo.uol.com.br

Em um mundo onde cada vez mais vale a regra do “cada um por si, Deus por todos”, pode parecer estranho, mas ainda existem sim aqueles que conseguem fazer a diferença por livre e espontânea vontade e sem esperar nada em troca. O trabalho voluntário, além de ter importância social, proporciona bem-estar e alegria a quem o realiza, ao mesmo tempo em que eleva a autoestima, melhora a ansiedade e pode até mesmo prevenir doenças como a depressão.

Ser um voluntário é gratificante e recompensador. Segundo a psicóloga Marisa Aparecida Elias (MG), mestre em Ciências Médicas e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP), esta atividade é interessante para conhecermos melhor a realidade que nos rodeia. “Sendo voluntário, você pode construir laços com diferentes pessoas e tornar a vida menos artificial; atentar para as condições de vida do outro e compartilhar saberes e ideais”.

Marilene Zazula Beatriz (PR), psicóloga e também membro da SBP, concorda e acrescenta: “A pessoa voluntária aprende com o outro, com novas experiências, novas visões de mundo. Ela começa, então, a compreender que existem outras problemáticas que não fazem exatamente parte do seu meio social mais imediato, mas nem por isso deixam de existir”.

Mas não pense você que, por ser de graça, essa atividade é bagunçada! Existe até uma Lei que regulamenta o trabalho voluntário: a Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998. E para quem achava que essa moda não ia pegar, pasme: só no Brasil, cerca de 35 milhões de pessoas já se envolveram com serviços voluntários, sendo que, dessas, aproximadamente 15 milhões ainda atuam em alguma causa, foi o que revelou uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2011, por encomenda da Rede Brasil Voluntário.

Segundo as psicólogas, o voluntariado proporciona melhora da saúde mental como um todo a quem o pratica. “O sentimento de pertencimento, de companheirismo, de solidariedade, a construção de vínculos, o valor de si mesmo, de saber que faz diferença na vida do outro, só acrescentam ao voluntário. Ao doar seu tempo, a pessoa usufrui da experiência de vida do próximo e, algumas vezes, até consegue dar um novo sentido à sua prórpia vida”, expõe Marisa. Marilene complementa: “Na realidade, ajudar o outro, o ‘ser voluntário’, é uma forma de se ajudar, de se nutrir quando consegue ver a felicidade do outro”.

E aí, se animou? Se a resposta for positiva, há diversas maneiras de se tornar um voluntário: exercer trabalho com crianças carentes, idosos, pessoas com câncer ou outras doenças, atuar em alguma causa pelo meio ambiente, prestar assistência no exterior… Opções não faltam, e sites como o portal Seja um Voluntário ajudam o interessado a encontrar a melhor atividade, de acordo com seus hobbies e preferências. O mais importante é ter a mente e o espírito abertos e estar disposto a ajudar o próximo.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *