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Burnout: Como reconhecer, prevenir e resolver

Braço fora da água com céu ao fundo

Conheça o burnout, o esgotamento físico e mental dos profissionais. Saiba quais são suas causas e como prevenir e lidar com o fenômeno nos profissionais de sua empresa.

Diversos mercados, como o da publicidade e de startups, são interessantes para se trabalhar. Com isso, atraem funcionários apaixonados e motivados pelo que fazem.

No entanto, esses mercados também tendem a serem mais estressantes do que outros ramos. Muitas vezes, os funcionários precisam assumir o trabalho de mais pessoas, além de lidar com preocupações frequentes.

Quando as responsabilidades se tornam cargas muito pesadas, os funcionários se esgotam. Chamamos esse fenômeno de burnout.

O que é burnout?

O burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física causado pelo estresse excessivo e prolongado. É como se o corpo e a mente falassem: “agora chega!”

Esse estado leva ao desapego e a infelicidade afetando o desempenho, os relacionamentos e saúde do profissional. Isso pode acontecer com profissionais de qualquer área ou cargo.

O termo burnout foi criado pelo psicanalista americano Herbert Freudenberger em 1974 para descrever o adoecimento que observou em si mesmo e em colegas. Portanto, não é uma doença exclusiva de mercados publicitários ou de startups.

Na verdade, é muito comum que o burnout aconteça com profissionais que possuem um trabalho que impacte diretamente outras vidas.

“O burnout é uma condição que pode ser entendida como o ponto máximo do estresse profissional. Pode ser encontrada em qualquer profissão, mas ocorre principalmente nos trabalhos em que há impacto direto na vida de outras pessoas ou muita relação social, como no caso dos professores.” segundo a Dra. Gabriela Nuernberg, psiquiatra do Hospital Moinhos de Vento.

10 sinais que o funcionário está com burnout

É importante que os líderes reconheçam o desgaste dos funcionários antes que seja tarde demais. Aqui estão alguns dos sinais comuns de burnout:

• Fazer mais horas extras do que o habitual,

• Menos socialização e mais isolamento,

• Diminuição da qualidade do trabalho,

• Aumento de faltas por doenças,

• Trabalhar aos fins de semana,

• Sensibilidade incomum,

• Mudanças de humor,

• Falta de motivação,

• Irritabilidade,

• Fadiga.

Esses sinais acontecem de forma gradual e por fases. O sono não é capaz de reparar o cansaço físico e mental.  

Para evitar o burnout, é essencial entender suas causas subjacentes e o que pode ser feito para corrigir esses problemas.

Aqui estão quatro áreas em que você pode causar um impacto imediato e algumas maneiras fáceis de começar.

#1 – Situação: trabalho duro sem diversão ou pausas

Solução: atividades em equipe

Em uma startup, por exemplo, é fácil que os funcionários se concentrem tanto no trabalho a ponto de esgotarem. Por isso, é importante que a liderança e o RH planejem atividades fora do local de trabalho.

Organize um almoço de equipe, passe um dia na praia ou no parque, ou planeje um happy hour depois do trabalho. Essas atividades interrompem o trabalho rotineiro e permitem que os funcionários se socializem.

Planeje um evento de equipe a cada mês. Sonde os funcionários sobre o que eles querem fazer antes de decidir qual será a atividade. Dessa forma, seus funcionários ficarão animados para planejar eventos em que tenham voz, em vez de se sentirem obrigados a irem em um evento social depois do trabalho.

#2 – Situação: falta de autonomia

Solução: invista no senso de propriedade

A medida que os funcionários ganham mais autonomia em suas funções, a satisfação aumenta em paralelo. Existe uma forte relação entre satisfação no trabalho e níveis de controle e autonomia no trabalho.

Isso significa que você não precisa gastar rios de dinheiro para combater a causa do burnout.

Peça informações sobre grandes decisões. Além disso, quando necessário, capacite os funcionários a opinarem sobre novas ideias. Assim, permita que eles tenham autoridade sobre suas responsabilidades individuais, tanto quanto possível.

Esse senso de propriedade estimula um nível mais alto de engajamento e produtividade.

#3 – Situação: falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Solução: flexibilizar o trabalho

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um dos aspectos mais procurados de qualquer trabalho. Além disso, é um fator especialmente importante para evitar o burnout.

A falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um dos principais motivos do turnover.

Por que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um fator tão decisivo?

Quando os funcionários conseguem fazer os seus próprios horários, conseguem encaixar melhor seus afazeres pessoais e profissionais de modo que um não atrapalhe o outro.

Além disso, eles têm mais tempo para se dedicar às suas paixões e hobbys, o que dá energia necessária para recarregar a mente. Dessa forma, podem voltar a trabalhar com mais motivação.

Se não tiverem tempo para si, eles ficarão sobrecarregados e começarão a sentir-se subestimados. Esse é, geralmente, um caminho direto para o burnout.

Algumas maneiras de melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional incluem:

  • Respeitar o horário de trabalho (ou seja, o líder não entrar em contato após o expediente ou aos finais de semana e feriados),
  • Sair mais cedo todas as sextas-feiras,
  • Trabalho flexível,
  • Home office.

#4 – Situação: sem crescimento na carreira

Solução: investir em talentos

Ninguém quer se sentir como se estivesse em um beco sem saída. Embora não seja possível promover todos os funcionários, você pode procurar maneiras de ajudar cada um a crescer em sua carreira.

Por exemplo: você pode enviar funcionários para um evento, dando a eles a oportunidade de interagir e aprender. Dessa maneira, você ajuda tanto aos funcionários quanto a empresa.

Além disso, você também pode procurar maneiras de aproveitar os interesses e aptidões pré-existentes.

Por exemplo: Se a Maria do financeiro estiver interessada na área de marketing, deixe ela acompanhar a equipe de marketing. Veja se existe uma maneira de ajudá-la a fazer uma transição de áreas.

Você nunca saberá do que sua equipe é capaz se não der a oportunidade de explorar seus talentos e interesses.

O que fazer quando o burnout já se instaurou em alguém da equipe?

A organização deve reavaliar pontos da cultura que podem ter levado o funcionário ao burnout. Essa é a hora da liderança e do RH pararem, entenderem ponto a ponto e refletirem sobre possíveis soluções.

Ciente disso, o primeiro passo é incentivar o funcionário a buscar ajuda médica. Além disso, oferecer workshops com psicólogos pode ajudar a melhorar a saúde dos funcionários, como também prevenir que o burnout se espalhe como uma praga.

Uma outra forma de prevenção e soluçãoé oferecer encontros com coaches. O coaching promove o aumento das potencialidades do indivíduo para atingir os objetivos pessoais e profissionais, sem sobrecarregá-lo com inúmeras atividades.

Esses encontros podem fortalecer as competências e habilidades do funcionário. Além disso, podem ajudá-lo a se distanciar de uma próxima crise de burnout.


Todos nós estamos sujeitos ao esgotamento físico e emocional devido ao excesso de trabalho. O burnout está longe de ser uma “frescura” – é um problema sério que deve ser considerado para que a organização não caia na cultura do “work hard all time”.

Respeitar os próprios limites e os limites dos funcionários é o primeiro passo para a prevenção. Além disso, uma boa comunicação e uma avaliação da cultura organizacional também são efetivos na prevenção e cura do burnout de um funcionário.

Trabalhe ativamente para combater esse problema com atividades em equipe, oportunidades de progresso na carreira e um verdadeiro equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Cuidar do capital humano deve ser uma das prioridades de uma empresa. Assim, será possível segui coerentemente seus próprios valores.

Empregados felizes tornam o crescimento da empresa possível. Portanto, mantenha seus funcionários felizes e veja a produtividade, satisfação e sucesso reinar em suas vidas e no negócio.