Cultura Organizacional: você sabe qual é a importância dela para o seu negócio?

Uma empresa é como um corpo: vivo, em movimento e com membros (colaboradores), onde cada um possui um papel importante e exclusivo para que juntos possam ter êxito em suas funções e atividades, e assim, seguir em harmonia.

E porque tantas analogias? Porque uma empresa sem uma cultura organizacional forte e bem definida terá dificuldade em ser bem-sucedida.

Mas o que é cultura organizacional?

A cultura organizacional é um sistema de valores compartilhado entre todos os colaboradores, sem qualquer distinção, e que diferencia uma organização da outra.

Ela caminha lado a lado com a liderança. Se a cultura organizacional existe mas os líderes e gestores não direcionam a equipe para que todos estejam alinhados com os valores da empresa, a cultura organizacional por si só não basta.

Alinhar o que deve ser praticado, o que é bem aceito dentro da organização junto com o time é primordial para que o negócio seja sustentável e siga o rumo traçado inicialmente.

Perguntas como: “Somos uma empresa mais rígida?” “Como o bom trabalho deve ser medido?” “Aceitamos inovação?” “Somos abertos a processos mais flexíveis?” devem ser respondidas entre RH e liderança.

Com essas respostas na ponta da língua, líderes e gestores, devem orientar o time para que todos estejam na mesma página. A transparência é essencial para uma cultura organizacional forte.

É válido ter documentos que informem os valores, princípios e objetivos de curto, médio e longo prazo da organização. E reuniões periódicas que reforcem a mensagem.

7 características básicas da cultura organizacional

Existem sete características básicas que refletem a essência da cultura de uma organização.

  1. Inovação e assunção de riscos: grau que os funcionários são encorajados a inovar e assumir riscos.
  2. Atenção aos detalhes: grau em que se espera que os funcionários demonstrem precisão, análise e atenção aos detalhes.
  3. Orientação para os resultados: grau em que os líderes focam mais em resultados do que em técnicas e os processos empregados para seu alcance.
  4. Orientação para as pessoas: grau em que as decisões dos líderes levam em consideração o efeito dos resultados sobre as pessoas dentro da organização.
  5. Orientação para as equipes: grau em que as atividades de trabalho são mais organizadas em termos de equipes do que de indivíduos.
  6. Agressividade: grau em que as pessoas são competitivas e agressivas em vez de dóceis e acomodadas.
  7. Estabilidade: grau em que as atividades organizacionais enfatizam a manutenção do status quo em contraste com o crescimento.

Fique ligado na hora de contratar

Muitas empresas já estão valorizando mais o estilo de trabalho do que habilidades do candidato no momento de contratar. Isso acontece pois a cultura organizacional deve fazer parte da crença coletiva. Se um profissional discorda com uma ou mais ideias que fazem parte da cultura organizacional da empresa, essa situação torna-se uma ameaça para o rumo do negócio.

Durante a entrevista, faça questão de falar sobre a cultura organizacional, assim você dá opção de escolha para o candidato. Afinal, não há nada pior do que ser parte de uma empresa que nada se relaciona com os seus propósitos.

O onboarding, período de treinamento do profissional recém contratado, deve enfatizar a cultura organizacional para que o profissional tenha clareza nas suas atividades, nos objetivos que deve alcançar, na importância do seu papel no time e qual o caminho que a empresa está trilhando e o por quê.

Portanto, cultura organizacional não é mágica e sim o modus operandi da empresa.